segunda-feira, 12 de outubro de 2009



18 de Outubro - Domingo - às 17h


Na Livraria Cultura tem....

terça-feira, 6 de outubro de 2009

SÁBADO
10 OUTUBRO - 20h

Uma alquimia de Música e Poesia....

SESC PIEDADE
Jaboatão dos Guararapes - PE

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Em Novembro tem....


ZAMBIOLA
Na Compassos Cia. de Danças
(Recife/PE)
Aguarde!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

terça-feira, 8 de setembro de 2009

POR QUE SERÁ?

Quiercles Santana

Por detrás dos segredos e mentiras
E da ira brutal dos dissabores
Dos amores perdidos na trincheira
Na ligeira alegria dos ardores
Furta-cores de ternas esperanças
Que balança no risco do romance
O alcance que tem a poesia
Iguaria de gosto agridoce
Se não fossem os truques da paixão
Coração não sangrava quando em vez
Rapidez com que muda a sua rota
E sabota a sua própria meninez.

PORQUE SERÁ
QUE POR DETRÁS DOS RISOS E DAS LÁGRIMAS
A ALMA PERMANECE ASSIM TÃO SÓ?

sábado, 29 de agosto de 2009

ANDALUZIA

Quiercles Santana

Anda Luzia
Cansada
De tanto chorar
A dor:
Seu poeta
Tombado
Ferido
Sumido
Num fogo
De artilharia

O sangue
Nas botas de Lorca
Lhe deixa na boca
Um gosto ruim
E Luzia
Num só desatino
Reclama ao divino
“Devolva, cretino,
O que o destino levou... de mim!”

A Roda do tempo gira
E seu cabelo de branco fere
A gira do tempo roda
Seu rosto em marcas de intempérie.
...................................

NUNCA MAIS SE ABRIU JANELA
NUMA MAIS NOITE DE ESTRELA
NUNCA MAIS BANDEIRA
ADEUS, ADEUS, MULHER FACEIRA
TEU SORRISO ERA FOGUEIRA
NO SEIO DA ESCURIDÃO
UM TIÇÃO QUE RELUZIA
DENTRO DO MEU CORAÇÃO

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DESAPAREÇA

Quiercles Santana

Quero que alguém que me escuta agora
Essa canção sombria, cheia de rancor
Feito maldição, praga, imprecação,
Dose de veneno lhe aumente a dor.

Feito um punhal que lhe desoriente
Que chore no escuro, e que ranja os dentes
Que perca a cabeça
Que sofra, que morra,
Feito cobra cega que no chão rasteja

Como bicho doido que corre terreno
Gritando ao vazio no frio sereno
Que murche e seque,
Que caia e cegue,
Que se desvaneça
Que, enfim, enlouqueça

Que desapareça feito vapor
Que me esqueça e que me deixe só
Que não sinta dó de mim e vá
E fuja e suma e seja feliz
São e salvo desse meu desdém
E dos punhais letais de minha maldição
Que no mundo inteiro não
Não desejo a mais... ninguém
amais... ninguém
amar... ninguém.